terça-feira, 7 de março de 2017

Preconceito

Boas minha gente. Hoje escrevo sobre o preconceito que várias pessoas sofrem no seu dia-a-dia. Quem nunca sentiu o preconceito das pessoas que nos rodeiam? Quem nunca se deparou com alguém preconceitooso que humilha um individuo que se cruze com ele por mero acaso?
Infelizmente vivemos numa sociedade em que aponta muito o dedo a qualquer pessoa que passe à sua frente e que não se enquadre nos padrões de beleza estabelecidos por ela mesma (a sociedade).
Mais uma vez volto a dizer “infelizmente”, os padrões estabelecidos pela comunidade que denominamos sociedade centralizam-se na aparência física e nas escolhas que as pessoas tomam (escolhas pessoais). Porquê apontar o dedo e discriminar as escolhas das pessoas se isso não diz respeito a mais ninguém? Porquê gozar/fazer piada da aparência das pessoas? Será que já pararam para pensar que as pessoas são assim sem terem escolhido?
Cada quem tem direito a ser como é e de não ser julgado por mais ninguém! Pois a vida é de cada um e dela cada quem sabe de si, sem precisar de opiniões não pedidas de ninguém!


O que acha? Concorda comigo? Será justo as pessoas darem as suas opiniões discriminatórias sem serem pedidas?

(2017)

sábado, 4 de março de 2017

Rotina diária alterada

Olá minha gente. Quem de vós não viu a sua rotina diária alterada? Seja devido a ter mudado de país ou apenas de trabalho, por ter tido crianças ou até mesmo por ter descoberto alguma doença (o que não espero que seja o seu caso)?
Todos nós temos as nossas rotinas todos os dias, todos os meses e todos os anos (seja o motivo por qual for). Agora imagine que viaja para um país diferente, no qual não conhece os locais, as ruas, as lojas, as pessoas, o idioma e até o clima.
É uma mudança radical à qual ninguém está a 100% preparado para tal. É o descobrir de algo novo, não esperado.
Partir em busca de algo novo e diferente enfrentando novos horários, novos locais, novos idiomas, novos rostos, enfim, às novidades envoltas no novo ambiente envolvente.
Começar uma rotina toda de novo, sem estar preparado para nada…


O que acha concorda comigo ou não que é um novo desafio?


(2017)

quarta-feira, 1 de março de 2017

De malas aviadas

Quem é que nunca passou pelo setresse de deixar as malas prontas para viajar pela primeira vez? Aquela ansiedade de andar de avião pela primeira vez? Ver outro “mundo” sem ser naquele em que nasceu? Poder crescer mais um pouco em nível da cultura/conhecimento, ir à descoberta do desconhecido?
Pois então, muitas pessoas já passaram, outras nem por isso e outras podem estar a passar por essa situação neste momento (quem sabe). Será apenas aquela mais uma primeira vez para algo que nunca fizemos ou talvez uma primeira vez que engloba mais cuidados?
Isto tudo dependerá da pessoa em questão (visto que existem pessoas mais organizadas que outras) e do tempo que leva até à viagem.
Os “setresses” são vários. Estes vão desde a compra das passagens, às malas, à roupa a levar, os documentos, o peso permitido, enfim, tudo o que possa envolver viajar da nossa terrinha.
Engraçado que por mais que a pessoa pense que já tratou de tudo, existe sempre algo que faltou fazer ou não deu tempo e aquela ansiedade de querer que tudo corra bem e como planeado.



Viajar… parece tão boa ideia e tão relaxante, porém por outro lado uma tremenda dor de cabeça pela quantidade de tarefas que isso engloba.

(2017)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

À procura de trabalho lá fora

Quantos de nós já não se viram obrigados a emigrar por causa de conseguir um trabalho, melhores condições de vida? Acabamos os estudos e não tivemos possibilidade de exercer as nossas qualificações no nosso país?
Pois minha gente, esta infelizmente é a nossa triste realidade. Somos crianças e somos obrigados a estudar até ao 12.º ano de escolaridade (tendo de escolher qual a área vocacional no 9.º ano – sabendo que nesta idade estamos a começar a entendermos como uma pessoa quanto mais será pensarmos no nosso futuro), isto porque é obrigatório por lei (segundo o que sei), ou seja, mesmo que o adolescente não tenha a mínima ideia do que quer para o seu futuro nem tenha o conhecimento mínimo básico das possibilidades que este pode escolher.
Acabando o 12.º ano já com muito esforço, os estudiosos prosseguem para a universidade pensando em investir no seu futuro adquirindo estudos mais aprofundados na área em que lhe desperta interesse. Na conclusão dessa longa etapa (seja apenas licenciatura, mestrado, doutoramento e por aí fora) já com o “canudo” na mão os felizardos sentem-se pessoas importantes que iram trabalhar e receber uns bons ordenados, tendo uma boa qualidade de vida, sim, porque dedicaram muitos anos a estudar para um dia serem alguém. Eis que chega o dia cruel. Dia em que procuram trabalho e são-lhes fechadas todas as portas nas suas áreas por terem demasiadas qualificações, pela sua idade, ou simplesmente por não precisarem de pessoas. Os estudantes formados vêem-se obrigados a irem para fora do país. Mais uma vez procuram trabalho na sua área e nada feito. Qual será a única opção que lhes resta? Se submeterem aos trabalhinhos que aparecerem, sejam eles em que área for (limpeza, atendimento público – coisas que “supostamente” só quem não estudou mais fazem (pensam eles)). Sendo no nosso país ou lá fora, infelizmente nos dias que decorrem ter estudos ou não ter já não é tido em questão como antes. Hoje em dia o que conta é força para trabalhar e ser-se desenrascado. O que vier à rede é peixe. Há trabalhinho? Bom! É aproveitar, arregaçar as mangas e fazer o que nos compete para ganharmos o nosso dinheirinho e tocarmos a nossa vida para frente. Quem fica à espera do trabalho dos seus sonhos ou que “merece”, mais vale esperar sentado, pois pode não chegar.


Desde que haja trabalhinho, saúde e força de vontade é arregaçar as mangas e pôr mãos ao trabalho.

(2017)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Escondida

Ando perdida por aí,
Perdida por ti.
Preciso de espairecer.
Tenho de ver a luz do sol.

Bem podes tentar,
Resistir ao que sentes.
Mas bem sabes que não podes.
Não podes lutar contra os teus sentimentos.
Vem de dentro…
Do fundo … das entranhas do teu coração.

Já não podes esconder,
Aquilo que sentes.
É forte demais.
É como precisas do ar para respirar.
Ainda não é tarde demais.
Vais ver se tentares, … ainda consegues.

Faz o que ele te manda.
Ele sabe o que é mais correcto.
Nunca se engana, …vais ver…
Fecha os olhos, e faz o que ele te dispõe.
Jamais ir-te-ás arrepender.


Será ou não verdade que quando bate forte o sentimento faz acelerar o coração com mais força deixando-nos indecisas e sem jeito?

(2010)

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Do lado de lá do ecrã

Boas gente.  Quantos de nós falamos com pessoas que estão longe através da Internet? Através de vários programas que podemos ter nos nossos telemóveis, tablets ou portáteis/computadores?
É verdade minha gente, infelizmente cada vez mais a distância instala-se entre as famílias devido à procura de melhores condições de vida (condições estas que não nos são proporcionadas na nossa terra, no nosso país). As pessoas vêem-se obrigadas a emigrarem à procura de uma vida melhor, mais estável, infelizmente longe dos seus entes mais queridos.
Felizmente existe a Internet que facilita a troca de mensagens e torna possível ver ao vivo e a cores em tempo real os nossos parentes através das câmaras instaladas nos aparelhos tecnológicos que usamos nos dias de hoje.
Antigamente não é que fosse impossível a troca de mensagens entre parentes, porém, como o único recurso possível eram as cartas e estas, por sua vez,  corriam o risco de serem perdidas pelas longas distâncias e pelo tempo que levavam a chegarem aos seus destinos.
Quantos de nós já vimos várias vezes os nossos parentes do lado de lá do ecrã e nunca pensamos passar para o lado que observamos? Acabar um dia por sermos nós a sermos vistos pelos nossos parentes que ficam onde estávamos?
Esta é a nossa realidade, porém, ainda bem que existe um lado de lá que permite mantermos contacto com os nossos parentes podendo atenuar um pouco a saudade sentida.

Concorda ou não que neste aspecto a Internet e as novas tecnologias até que foram boas invenções? Poderá ou não a existência de um lado de lá do ecrã ajudar com as saudades?


(2017)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Help

Encontro-me em casa,
E ele está completamente louco.
Cada dia que passa é mais assustador.
A minha casa passou a ser um filme de terror.
Ele vai até minha mãe
E agarra-a pelo braço.
Fico cheia de pavor,
Pois ele é um homem.

Cada dia que passa é mais um dia de terror.
Cada vez o meu medo aumenta.
Ele fecha a cara e range os dentes,
Tudo o que eu mais odeio.

Perco a noção da vida
E temo por minha mãe.
É a única coisa de maior valor que tenho.

Ela sofre mais que eu,
Mas dava tudo para sofrer por ela.
Não tem culpa do marido que tem,
Uma besta de todo,
Que não sabe dar valor ao que tem.

Está louco e cego de ciúmes,
De relações que imagina,
Que sua mulher tem com outros.

Fico sem saber como reagir,
E com vontade de cortar-me.
Sei que se o fizer irei ouvir…

Eu dava tudo para que pudesse mudar tudo.
Explodir com meu pai e mandá-lo para o inferno.
É a coisa mais nojenta que existe na minha vida.

Para ele só existe o álcool,
E os amigos.

Desejo morrer ou simplesmente…
Matá-lo.
Tenho sede de vingança e só o seu sangue me satisfaz.
Vê-lo a levar com terra em cima,
Pois só aí terei a certeza que minha mãe estará a salvo.

Eu quero que meu pai morra e vá…
Para o inferno. Para pagar por tudo o que …
Faz e pelo que já fez.

Eu odeio-o


Infelizmente quantas e quantas crianças passam por situações assim e pensam desta maneira ao verem-se impossibilitadas de ajudar as suas mães... O que acha sobre este assunto?

(2010)