domingo, 17 de abril de 2016

(R) evoluções

Durante a nossa evolução
Começamos e terminamos com muitas relações.
Muitas delas por causa de desilusões
O que acaba por magoar o coração.

Inúmeras vezes, estamos ligados a alguém há muito tempo,
O que torna a despedida num grande sofrimento.
Somos tentados a voltar atrás com a nossa palavra,
O que faz com que alguma rapariga passe por parva.

À medida que crescemos
Muito aprendemos
Através das amizades que perdemos,
E dos problemas que resolvemos.

Nada pode ficar por terminar
Porque alguma confusão pode originar.
Por isso o nosso dever
É a tudo saber responder.

O que é para ser terminado...
Termina-se.
E o que deve ser esquecido…
Esquece-se.


(2010)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O ser finito

Tudo tem,
Início, meio e fim!
As pessoas também,
Com ou sem boletim!

Crianças, adultos e idosos,
Que às vezes passam ou não,
Por momentos dolorosos
Que podem deixar marcação.

O ser humano…
É como o dia!
Acorda sem nenhum plano
E continua com alegria.

Nascemos sem força,
Como o amanhecer!
Ganhamos alento,
Quando o sol já é tormento,
E ficamos sem graça
Já quando é hora de adormecer!

Ao crescer…
Somos um sem-abrigo.
Ninguém, de ti, quer saber…
A não ser para discutir contigo.

(2010)

segunda-feira, 11 de abril de 2016

O percurso

O nascimento, é o início...
O crescimento, é o desenvolvimento...
E a morte, o final!
Para começar, subimos a um precipício,
Depois atiramo-nos sem nenhum sofrimento
E acabamos com uma história nacional.

Aquele momento,
Único, para os pais
Que em breve torna-se num tormento
Vindo a poder originar acontecimentos fatais.

Parte-se para o reconhecimento como pessoa,
Em interacção com o meio.
O crescer como má ou como boa,
Não querendo estudar mas sim da ao paleio.

Chega a idade
Sem falsidade.
Com as suas particularidades
Evitando as verdades.

O final é marcado,
E não que seja sempre esperado!
Uma longa ou curta vida terminou

E para o passado transitou.

(2010)

sábado, 9 de abril de 2016

O mar e a vida

O mar é como a vida,
Com cada onda mexida.
Com os seus altos e baixos
Sem pensar num fim trágico.

Nenhuma igual à já passada…
Como as páginas da vida,
Que por mais que sejam perdidas
Jamais voltarão a ser vivenciadas.

As coisas boas e más,
Que nunca voltam atrás.
Fazem-nos pensar por mais
Sem esquecer as demais.

E assim é a vida, …
Às vezes parece perdida
Mas sendo apenas esquecida

Para nunca ter de ser revivida.

(2009)

terça-feira, 5 de abril de 2016

Deixa fluir

Se não acreditas em nada,
Larga tudo e deixa fluir.
Esquece que tudo existe
E não te esqueças de existir.

Deita cá p’ra fora
O que vai no teu interior.
Não deixes ir embora
E sê tu o vencedor.

Aquilo que sentes
Tens de vivê-lo.
Seja como for,
Faz tudo o que pretendes.
Nunca permitas perdê-lo.

Podes fazer-te de indiferente,
Mas por algum momento
Hás-de ser tu o diferente,
Por libertares dos outros o sofrimento.

Abre a alma e deixa-te levar,
Mas não te deixes adormecer.
Por vezes tens de te orientar,

Para não acabares por te abater.

(2010)

P.S. Quando escrevi foi com intuito de ser uma canção, mas visto não conseguir adaptar para tal, deixei em poema.

domingo, 3 de abril de 2016

Ciclo

O que será a vida?
Uma mera passagem...
Cuja linha possa ser partida
A fim de causar uma despistagem.

Nascemos, vivemos e morremos!
A lei da vida,
Que às vezes pode ser perdida
Porque não a aproveitamos.

Será que somos criação de um ser superior,
Ou meramente um acontecimento causado pelo acaso?
Existirá vida para além deste fracasso,
Que cause outra etapa posterior?

O que será, o que será,
Ela ao certo?
Algo que possa estar perto
E que alguém algum dia interpretará?

(2010)