quinta-feira, 31 de março de 2016

Chuva de idades

Já quando és crescido
Cai-te tudo em cima!
Pois estás pronto para a próxima
E porque és desenvolvido!

Chegas à velhice!
De nada serves.
Só respondes: “Eu bem te disse!”
E os outros: “Não me enerves!”

Mas quando és crescida
E sabes que tudo se aprende,

Irás ver como o que escrevi é verdade!

(2010)

segunda-feira, 28 de março de 2016

Ser tia!!!

Ser tia não se trata apenas de mais uma categoria familiar, mas sim de mais uma responsabilidade. Está certo que existe tias que são apenas um membro familiar, que não fazem nada demais para se descarem, porém, existem aquelas que marcam a diferença.
Aquela tia que faz parte da vida dos seus sobrinhos, do seu crescimento. Acompanha eles desde que nascem, às suas primeiras: etapas de vida, aventuras, brigas, conquistas, aprendizagens, a tudo.
Uma tia dedicada é aquela que além de tia é companheira, amiga, confidente, uma segunda mãe. É poder fazer de tudo por aquela pequena pessoa que nos cativa e fascina tanto, que mesmo fazendo tudo errado e que nos deixa de cabelos em pé, não nos permite ficar zangadas devido ao imenso amor inexplicável que temos por eles.
Ver que somos capazes de fazer de tudo para defendê-los e protegê-los como leoas mesmo como um filho nosso, apesar de não sê-lo. É como um pedacinho de nós. Vê-los sorrir, dar um abraço, ou o simples facto de estarem felizes, é como a lotaria para nós.
Enquanto se os vemos tristes ou mal, fazemos de tudo para deixá-los bem a todo o custo, mesmo que isso signifique fazermos figuras tristes.
Ser tia é mais que trocar fraldas, aturar birras e ficar com os sobrinhos aquando da indisponibilidade dos pais, ser tia é ser como uma segunda mãe que está presente na vida daquela pequena pessoa que inicia a sua vida neste nosso mundo, é saber educar, ajudar, apoiar, brincar, saber tudo.
Ser tia é amar os nossos sobrinhos mais que tudo e tê-los como nossos filhos emprestados. São como o nosso mundo de ternura e paixão, de aventura e diversão. É o amar alguém sem excepção.

(2016)

segunda-feira, 21 de março de 2016

O ser humano

Nasce um ser humano
Para sua vida viver.
Nada acontece por engano
E muito menos para sofrer.

Ao longo da vida
Rimos e sofremos.
Às vezes pode não ser divertida,
Mas é graças a isso que crescemos.

Tornamo-nos fortes
Com os obstáculos que aparecem.
Pois não dependemos de meras sortes,
Mas sim do esforço que muitos desconhecem.

Esforço de subir na vida
E de batalhar
Para os nossos sonhos seguir
E um dia os vir a alcançar.

Por vezes batemos no fundo,
Onde nos perdemos na escuridão,
Aparece sempre nalgum segundo
Alguém que nos conforta o coração.

Nem tudo é fácil,
Nem tudo é difícil.
É preciso lutar pela vida,

Para não ser perdida!

(2012)

sexta-feira, 18 de março de 2016

Esplendor

Abre-se de novo o pensamento
E mais uma aventura começa!
Nada de ir depressa,
Mas sim ao sabor do vento.

Deixar-se guiar pelo brilho dos teus olhos,
Navegando pelo teu rosto.
Indo ao sabor da alegria!
Tudo sucedendo como por magia,
Deixando um leve gosto.

Num remoinho de sentimentos,
Junto com um aceleramento louco do coração.
Começa algo novo,
Que brotou de pura imaginação.

(2009)

terça-feira, 15 de março de 2016

As palavras

Por vezes faltam-me as palavras…
Não por minha vontade,
Mas por tanto querer tê-las
Acabo por perdê-las!

Quando mais as preciso de dizer,
Elas escapam-se sem esperar
Acabando por tudo estragar.

Queria às vezes calar-me,
Mas as palavras deslizam
Sendo traiçoeiras, querendo assustar-me,
E fazendo o que não precisam.

Muitas vezes…
Acabam mesmo por ferir,
Saindo sem reflectir.

Era bom nelas ter mão
E de vez em quando dizer que não.
Impedindo-as de saírem quando querem

Fazendo o estrago que preferem.

(2009)

domingo, 13 de março de 2016

Viver cada momento

Desejo viver a vida
E não pensar que já está perdida.
Ambiciono poder aprender,
Sem ter ninguém a repreender.
Quem já viveu,
Teve as suas experiências,
Mas para mim nada se perdeu,
E quero ter muitas convivências.

O que passou, passou,
E nada mais restou.
O presente é para ser vivido

E o resto esquecido.

(2009)