domingo, 13 de março de 2016

Porquê?

Quantas vezes nos damos de conta
A questionar o porquê de vários acontecimentos?
E as respostas não passam de coisas tontas,
Para os nossos atrevimentos.

Aquela incerteza
Que na nossa cabeça vagueia,
E que por (ter) tanta insistência
Causa uma grande cefaleia.

As dúvidas que se formam
E as certezas que se vão.
Os acontecimentos que se apagam
Deixando-nos no chão.

Aquele tempo em que se julga ser superior…
Em que se pensa tudo saber.
Faz questão de fazer com que tudo fique pior…
De tudo o que sabia esquecer.

Os acontecimentos sucedem-se
E a memória guarda-os.
Mas com o tempo esquecem-se
E a memória apaga-os.

De nada serve a ousadia
Nem o atrevimento
De questionar o nosso dia-a-dia

E qual o seu fundamento.

(2010)

quinta-feira, 10 de março de 2016

A sociedade de hoje

O que podemos dizer sobre a sociedade de hoje em dia?
Podemos dizer que é dependente das tecnologias, das bebidas, das drogas, enfim de tudo um pouco, até do próprio trabalho.
Como poderá isto ser possível? Com tantas variedades de distrações, porquê recorrer às que são mais acessíveis? Porque não recorrer ao que é mais saudável, mais social?
Já sabemos que as pessoas são escravas do tempo, do trabalho, tendo assim pouco tempo para desfrutarem das coisas boas que este planeta tem e oferece. Existem mesmo pessoas viciadas no trabalho, passam tanto tempo neste, que deixam de saber viver as suas folgas quando têm liberdade. Tornam-se pessoas doentes, que devido à sua dependência deixam de ter amigos e uma vida “interessante”.
Outras dependências da nossa população são as bebidas alcoólicas, as drogas e o tabaco, tudo isto porque ajuda a vermos o mundo de outra maneira, mais alegre, esquecendo-nos dos “setresses” do nosso quotidiano. Mesmo proporcionando a famosa “ressaca”, as pessoas não deixam de parte essas dependências devido ao bem-estar oferecido pelas alucinações das drogas e nomeadamente do álcool quando se trata de bebidas espirituosas.
Por sua vez, as tecnologias: as redes sociais, os jogos, os vídeos, os televisores, os tabletes, os telemóveis, entre outros. Tudo o que proporciona comunicação com os outros. Aquando de um “tempinho livre”, seja no trabalho ou em outra situação qualquer, pessoas refugiam-se nas tecnologias mais próximas, em vez de investirem num café com amigos, num passeio pelo parque, numa saída, em algo que envolva contacto e interação com o outro.
A sociedade acomodou-se “ao mais fácil”, “ao que dá menos trabalho”. Porquê se deslocar para ir ter com um amigo se posso falar com ele por telemóvel? Para quê “se dar ao trabalho”? São estas as desculpas das pessoas para se “fecharem” e deixarem acabar as relações de aproximação para com as pessoas.
Se não fizermos nada para acabar com este sedentarismo iremos tornarmo-nos numa sociedade individual, pobre de espírito, sem aproveitar o que este mundo tem para nos oferecer.


SIGA acabar com estes vícios pouco saudáveis e tornarmo-nos mais fortes e saudáveis, unidos e independentes.

(2016)

terça-feira, 8 de março de 2016

Verdade / Mentira

Às vezes, quando estou sozinha,
Sinto-me perdida na escuridão,
Ao relento e à solidão.
Tento recorrer ao amanhecer,
Onde brilha a claridade e a generosidade.

Tento esconder-me atrás de uma capa falsa,
Onde todos já conhecem a falsa pessoa que sou.
Refugio-me na música e nas letras,
Só estas me fazem companhia.

Gostava de poder fugir,
Para bem longe daqui.
Sozinha com os meus pensamentos,
Sem ter de usar uma falsa capa.

Gostava de ser uma águia,
Para voar sem destino e…
Para não ter de me esconder.
Só quero que me deixem sozinha
Com os meus problemas!

(2008)

domingo, 6 de março de 2016

A batalha perdida

Ando por aí perdida,
Sozinha.
Preciso de espairecer.
Tenho de ver luz do sol.

Bem posso tentar…
Resistir ao que sinto.
Mas bem sei que não posso.
Não posso lutar contra os meus sentimentos.
Vem de dentro…
Do fundo, … das entranhas do meu coração.

Já não posso esconder
Aquilo que sinto.
É forte demais.
É como o ar que respiro.
Pode ainda não ser tarde demais,
Talvez se tentar, ainda consigo


Ter um pouco de alívio.

(2008)

quinta-feira, 3 de março de 2016

O meu mais que tudo!

Palavras onde as encontrar para descrever o que sinto e o que me fizeste descobrir que seria possível sentir por alguém!
Encontrei-te da maneira mais invulgar e inesperada que poderia esperar e pensar. Vieste do nada e do nada tornaste-te num tudo para mim, mudando a minha vida por completo em todos os níveis.
Antes tomava decisões pensando unicamente em mim e não me preocupava com o resto, enquanto agora, deixaram de se basear em apenas uma pessoa para passar a ser a duas.
Um novo ciclo, uma nova etapa, uma nova vida, iniciada a dois. Muda tudo, desde rotinas a decisões.
Contos de fadas não existem, mas posso dizer que és o meu! Dou graças a Deus por te ter e por teres entrado na minha vida!
Quando já não existia esperança apareceste tu e tudo mudou, trazendo alegria, esperança, amor e muita felicidade ao meu mundo já tomado pelas trevas e escuridão do meu tempo de existência.
Se te amo? Amo com todas as letras e forças do meu coração sem medo nem vergonha. Ensinaste-me e ensinas-me a viver e fizeste-me ver que existe um mundo mais bonito para viver, desde que do lado da pessoa certa e que amamos.
Ninguém é perfeito, mas para mim és perfeito à tua maneira.
Palavras, para te agradecer? Nunca encontrarei suficientes para explicar o quão grande e verdadeiro é o meu sentimento por ti. Tornaste-te no meu porto de abrigo, na minha âncora, na minha boia de salvação, no meu paraíso, no meu mais que tudo!
Para te provar o quanto te quero e quanto te venero só poderei fazê-lo do teu lado, numa vida inteira, se quiseres, claro, porque é o que eu mais quero.
Te quero, amo, adoro e venero da maneira mais pura e firme que possa existir.
Amo-te até ao infinito e além!
Obrigada por seres como és e quem és, o meu anjo!

(2016)

terça-feira, 1 de março de 2016

De passagem

Estamos cá de passagem nesta vida!
Iniciamos a jornada sem pedirmos, apenas de um mero “acidente” ou de algo sólido e firme, planeado. Depois passamos a vida à conta das decisões dos adultos, decidindo que rumo tomarmos nossa vida de infância. Crescemos tomando decisões corretas e erradas, caímos e levantamo-nos, tentando aprender com o que erramos e com aquilo que somos recompensados. Crescendo, tentamos seguir aqueles que nos fascinam, os que idolatramos. Às vezes, pensando repetir o que os colegas fazem só por ser “fixe” ou por ser dos nossos queridos ídolos. Preocupamos os mais velhos que olham por nós, não ligando aos conselhos e fazendo o que apetece!
Segue-se para a fase adulta, tomando as decisões por nós mesmos tentado já pensar no futuro, imaginando sempre em algo próspero e feliz com muito sucesso, sem por alguma vez a hipótese de dar algo errado!
Enfrentamos o mundo do desemprego, sonhando em ter um emprego bem pago, sem preocupações e em encontrar alguém que nos complete e faça feliz. Depois de encontrarmos esse alguém, “se” encontrarmos, teremos sorte, pois seria meio caminho andado, se não, parece ser uma conspiração do mundo contra nós!
Seguimos a vida contra relógio pensando que o tempo voa contra nós, fazendo todos os possíveis para tentar deixar tudo feito. Parecemos escravos do tempo, sem podermos usufruir de nada! Passamos a vida assim, nesta bagunça, sem nos darmos de conta que passamos a vida sem aproveitá-la ao máximo como deveria de ser.
Com o passar do tempo, quando começam a partir os nossos entes mais queridos é quando damo-nos mais de conta que este não pára para ninguém e que mais cedo ou mais tarde, por acidente ou causa natural, todos nós partimos um dia!
Ficamos com medo de envelhecer e acabar como os idosos sozinhos em casa ou num lar. Esperamos fielmente que haveremos de envelhecer ao lado dos nossos queridos filhos a cuidarem de nós, algo que pode ser completamente o oposto.
Assim vivemos, até ao dia em que partimos e em que deixamos os nossos parentes queridos a chorarem por nós, ou pelo menos assim pensamos.
Enfim, assim passamos a vida, como um jogo. O tabuleiro é a vida, as cartas o destino, os peões somos nós, os dados os anos e o jogador uma entidade superior a nós! Assim é a vida!

(2016)

Basta de sofrimento

Não posso mais
Pois é sempre o mesmo.
Estou farta,
Quero desaparecer!

Parem o mundo,
Não posso mais.
Não me compreendem
Que só a vingança me satisfaz!

Não quero mais!
Quero viver
Sem ter problemas.
Basta! Quero viver a vida
Sem ter quem me incomode.
Fazer o que quero, sem me impedirem.
Estou farta, só quero…
Liberdade e…
Direito de viver.

Eu quero que tudo se lixe.
Pois já não me importa
O que as outras pessoas pensam.
Só quero saber do que eu quero
Sem que os outros me repreendam.
Já não aguento mais…
Este mundo de falsidade,
Feito de injustiças e de humilhação.

O que quero é viver,
E o resto … não me interessa.


Pois tudo é ilusão.

(2008)